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6/11/18, 10:30 AM | 12 Views

Foto: Caminho entre Natales e Punta Arenas

Torres del Paine – parte 11

 

Essa noite eu durmo que é uma beleza, somente acordo uma única vez para ir no banheiro, depois somente as 8:40. Puts, o quarto vai estar frio na hora em que preciso me arrumar para tomar o café da manhã. Quando eu chego na casa principal o Patrick me falou que a criança de 2 meses chorou a noite inteira. Para quem está acostumado ao silêncio do lugar, deve ser complicado…rs

 

Até agora somente ele e eu acordamos, logo mais chega o Santi também. Somente quando estou quase acabando o café da manhã, a tia e a Tania, a mulher do Santi se juntam. Faço a mala com muito pesar, eu viveria tranquilamente nesse lugar. Que beleza de vida aqui! Rodeado por natureza, água pura (o Patrick bebe a natura, eu não quis arriscar), ar fresco e um clima um pouco árido, mas que me agrada muito. O Santi fecha as contas e me oferece um desconto por conta dos transtornos. Sinceramente? Manter um lugar desse não é mole e eu tenho certeza que o Patrick passa por dificuldades para manter tudo e também se esforça muito. Eu recuso e digo que esse dinheiro certamente ajudará para abrigar outras pessoas. Tenho certeza que deixei dois amigos nesse lugar maravilhoso, que gostaram muito de me hospedar. Segundo eles é raro alguém ficar por tanto tempo, certamente os ajudei a salvar o més, até por isso não me sentiria confortável de aceitar o desconto, eles fizeram de tudo para me fazer sentir confortável, O Patrick até deixou a Lodge abandonada para ser meu guia, já que a agência cancelou seu trip.
Chegou a hora da despedida. O Patrick havia gravado um video muito engraçado da nossa subida onde ele mexeu com meus bastões improvisados e a gente tira uma foto da entrega deles…rs

 

O Santi me diz para dirigir com muito cuidado, as pistas estão partes com neve, partes com gelo, bastante perigosas e esse carro certamente não é ideal para isso. O segredo para dirigir nessas condições é freiar o menos possível e sim usar as marchas para isso. Ponto para o carro sem automático. Claro que tem pequenas derrapas, principalmente na subida, porque os pneus nem sempre agarram na neve, mas em geral passei na prova de motorista. Para piorar tem uma neblina super densa. Perto de Puerto Natales tem mais neve, deve ter caído ontem de noite. De repente o sol começa a aparecer, em cima do parque nacional tem uma verdadeira parede de neblina, que rende umas belas fotos. De repente um carro colado na minha traseira. Nem acredito que ele quer me ultrapassar aqui, na pista cheio de neve, perto de uma curva. Eu fecho a passagem, que idiota! Pior ainda que está com a mulher do lado. Na próxima reta eu diminuo e o deixo passar. Vocês acreditam que uns 2-3 minutos depois ele estaciona para ver uma atração turística? Assim acontecem acidente feios totalmente de graça. Idiota mesmo.

 

Eu sigo meu caminho, encho o tanque e tento devolver o recipiente de gasolina, mas a agência em Puerto Natales está fechado, vou entrega em Punta Arenas mesmo. No meio do caminho tem uma pessoa cheio de mochila pedindo carona. Eu penso um pouco e resolvo parar. Primeiro porque vou ajudar e segundo, porque conversando o caminho fica mais curto. Quando se aproxima, vejo que é uma mulher de 25 anos – como ela me conta – que está viajando há um ano pela América do Sul. O nome dela é Sara e é francesa. Ela me agradece muito. Que bom. A gente vai conversando e de fato o caminho fica bem mais curto. No final ela decide vir comigo para o aeroporto, porque quer seguir até Santiago também. Durante a viagem roubaram seu celular, o que complica o uso de cartão de crédito que manda SMS para confirmar a compra. Como ela não tem o telefone, frquentemente é impedida de fazer transações por internet. Para todos aqueles que adoram fazer tudo pelo celular, fica a dica. Pode ser pratico se tudo correr bem, mas se alguém roubar, é bom ter um plano B. Ela costuma viajar por “Couch surfing” ou seja, é uma comunidade de pessoas particulares que oferecem uma cama para viajantes. Ela diz que em geral as pessoas são legais, mas uma vez ela passou um perrengue com um cara em Calafate que se engraçou com ela. Nada a força, apenas desagradável. Eu até entraria nessa para receber pessoas, o problema que eu tenho muito equipamento caro e pode dar ruim. Eu recebo de boa pessoas que conheci em viagens, mas totalmente desconhecidos, não sei não. 

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