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lorde

11/16/18, 2:09 PM | 635 Views Save |

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Conheci o Espírito Santo em forma humana no dia 15 de novembro de 2018. 1 hora e 20 minutos do melhor show da minha vida, que eu tenho certeza que jamais esquecerei. Fui a este show sozinho, porque nenhum amigo meu queria fazer companhia, e eu estava exausto de deixar de conhecer meus artistas favoritos por conta de companhia - vide Kesha, Lana del Rey e Tove Lo -, então comprei o ingresso mesmo assim. Pista Premium. Bem pertinho de Ella O’Connor.

O festival começava 12h15, mas eu estava sem pressa, e tentando me controlar horrores para não surtar ali mesmo. Como o show era parte de um festival - Lorde foi a headliner do PopLoad Festival 2018 - e eu não conhecia nenhum outro artista, passei boa parte da tarde sentado ouvindo aos shows. Vi vários fãs da Lorde ali, sozinhos, também - a maioria usava camiseta da mesma e, quando não usava, era fácil de identificar. Tá aí um problema muito grande dos festivais - visto como algo positivo para alguns: a diversidade de pessoas esperando artistas diferentes em um mesmo local é algo gritante e você consegue diferenciar muito bem quem foi ver o quê. Acredito que ninguém tenha ido ver exclusivamente Mallu Magalhães (apesar de todos a conhecerem, tanto é que cantaram suas músicas, e ela arrasou, pelos vídeos que vi na Internet, visto que cheguei após isso), mas falando dos artistas internacionais, isso era muito visível.

Enquanto Death Cab for Cutie e MGMT tinham exclusivamente um público-alvo masculino e hetero, que cantava razoavelmente suas músicas (nada estava tão empolgante, e por um momento eu achei que o show da Lorde estivesse fadado ao fracasso em um festival desconhecido), o negócio começou a empolgar no fim de MGMT - acho que porque eu conhecia a penúltima música, talvez? haha. O Festival mostrou para o que veio quando Blondie subiu ao palco. MEUDEUSDOCÉU, como a Debbie Harry é um amor de pessoa, hein, gente? Eu queria ter conhecido essa banda antes, mas nunca é tarde, então já baixei algumas de suas músicas para ouvir quando estiver offline. Confesso que só comecei o show empolgado com “One Way or Another” porque conhecia de One Direction (desculpa), masss quando chegou em “Atomic” e “Heart Of Glass” eu fiquei chocado por conhecer essas músicas, só não saber a origem. E o público, claro, começou a mostrar como funciona um Festival de verdade.

Acredito que por conta da Debbie conseguir ser mais simpática, o público que não conhecia a banda, como eu, ficou cada vez mais ansioso pelas performances. Até porque é difícil não se empolgar com uma mulher que chega vestida com uma roupa escrita “STOP FUCKING THE PLANET”, né não? Ai, eu me apaixonei por punk rock, e não foi pouco.

Enfim, mas vamos falar sobre o motivo da minha ida ao Festival, não é mesmo?

Lorde ia entrar no palco às 21h05. Eu sabia que seria exatamente neste horário porque o Festival, graças ao bom senhor, não atrasou em nenhuma apresentação, então comecei a ficar nervoso durante o show de Blondie, a partir das 20h. Desde então, não parei de contar os segundos para o momento em que ela entraria.

Eu acompanhei toda a Melodrama World Tour (turnê cujo show no Brasil foi o antepenúltimo de todos) de longe; ao contrário do que fiz com a Gaga e a Joanne World Tour, eu sequer vi a setlist; apenas pegava algumas fotos, no começo da turnê, para editá-las, mas acabei abandonando esta ideia porque não queria ver um show que não iria. Mesmo em 19 de março de 2018, quando ela anunciou a vinda ao Brasil, eu resolvi não ver isso. Nadica. Meus amigos sabiam as músicas, todas as ordens, e eu não queria ver nada. Só imaginei que ela terminaria o show com Green Light, porque era uma coisa óbvia.

Por volta de 20h40, Blondie terminou seu show. Automaticamente, os fãs da banda começaram a sair da frente do palco, dando passagem para os fãs da Lorde. Isso foi uma coisa muito fofa porque eles poderiam ficar ali pra nada, mas eles saíram. Eu estava 20 metros do palco, e cheguei a ficar a 10. Pensei em ir mais pra frente, pra ficar apertado com todo mundo, mas não estou mais nessa fase. Estava num lugar ótimo cercado de uns fãs muito engraçados, então me mantive.

20h55 eu comecei a mandar mensagens desesperadas ao Douglas (♥) que me fez manter a calma. 21h05 eu liguei meu celular diretamente na câmera e comecei a gravar a tela escura, esperando Lorde entrar. O que rolou no exato minuto seguinte.

A partir daí, tudo foi mágico.

Alguns dançarinos entraram no palco (EU NEM SABIA QUE ELA TEM DANÇARINOS) e os toques de “Sober” começaram (EU TORCI MUITO PRA TURNÊ COMEÇAR COM SOBER). Várias pequenas cenas de divulgação do álbum (“Melodrama”) ecoaram pelo painel, até que um anjo caído dos céus e iluminado pela Mãe Natureza foi chegando ao palco. Vestida com uma saia horrivelmente fofa e bonita vermelha, um sutiã vermelho e uma ‘blusinha’ que não servia para nada, visto que estava com um vermelho meio transparente (sou gay mas não entendo de moda, enfim, ela estava assim).

Comecei a surtar igual a um retardado e falhei nas tentativas de gravar algumas partes que amava do show, enfim, vamos fingir, né?

Depois de Sober, que já me tirou o fôlego de tanto gritar, lorde chega com Homemade Dynamite. Homemade é simplesmente minha terceira música favorita do Melodrama, e eu pensei que fosse morrer ali, com a energia que estava sentindo. Lorde, que estava séria na primeira música, começou a sorrir no meio da segunda e eu não me aguentei.

Logo em seguida, a desgraçada me coloca Tennis Court pra cantar, simplesmente minha música favorita do primeiro álbum. Sério, eu estava nas nuvens. Você não sabe o quanto precisa do seu artista favorito cantar suas músicas favoritas dele até que isso acontece. A felicidade que foi vivenciada por mim ali foi maior do que qualquer coisa nesse mundo.

Passando por Magnets (minha menos favorita da noite) e Buzzcut Season (que eu AMO demais, e gritei tanto que voltei a ficar rouco ali mesmo), Lorde tocou Hard Feelings e Ribs, músicas que somente os fãs cantaram, deixando o resto do pessoal sendo exposto por ter ido ali só porque conhecia Royals (n).

Assim, na oitava música, Lorde começou a interagir um pouquinho mais com o público. Disse “Obrigada, Brasil” e “Obrigada, São Paulo”, uns “You are incredible” ali e outros aqui, até que de repente o toquinho de The Louvre começou. Sim, minha segunda música favorita. Eu consegui até gravar o discurso dela, bem breve, de que The Louvre é uma música para quem está apaixonado e sabe que pode ter o coração partido, mas mesmo assim faz mil planos com a pessoa (opa, eu) haha. Foi linda demais a apresentação, talvez meu top5 de performances do show. Para quem não conhece, a música é meio extensa - tem pouco mais de 4 minutos -, mas um terço do tempo é somente da melodia, encerrando a música. E esse momento foi tão lindo, com Lorde fazendo alguns movimentos sutis no palco, ai, sério, tudo perfeito até então - e depois também. Broadcast the boom boom boom boom and make 'em all dance to it

As próximas duas músicas são as responsáveis por me fazer chorar ouvindo Lorde pelo Spotify e pessoalmente. Comprovadamente se mostrando a música da minha vida, logo após Lorde de sentar no palco, e começar a conversar conosco como se fôssemos amigos íntimos, ela cantou Writer In The Dark e logo depois Liability (minha fave ever, e meu last.fm é prova disso); Liability foi antecipada de um discurso incrível:

“Essa música é sobre estar sozinho e sentir que as pessoas estão tentando te cortar e te diminuir para que você não seja 'muito'. E Brasil, eu sei que alguns de vocês estão sentindo que alguém está tentando diminuí-los para um tamanho com o qual vocês não se sentem confortáveis. Eu quero que vocês saibam que nós te amamos e estamos com vocês, exatamente como vocês são. Para sempre.”

Logo em seguida, veio uma apresentação impactante de Sober II (Melodrama), que é uma música bem curtinha, meio que um filler, mas que ficou ótima no show e é ótima pra introduzir Supercut.

As 4 músicas finais são algumas das mais conhecidas do público, são alegres e ainda por cima deixaram a Lorde mais à vontade com o público, tanto que é tirou a blusinha que estava usando rsrs. Começou com Royals, que foi quando eu senti que até os pais que acompanhavam os filhos sabiam cantar e muito bem, por sinal. Depois veio Perfect Places, música que menos gosto do Melodrama, mas que, com a apresentação de um coral em vídeo ao fundo, tornou o momento único e especial. Depois vieram as duas melhores músicas da noite - não necessariamente minhas favoritas de álbum.

Primeiro veio Team, que deixou todo mundo louco porque a Lorde resolveu descer do palco e caminhar no meio das pessoas, em um espaço minúsculo que só alguém com o peso dela conseguiria mesmo haha, e ela ainda conseguiu tirar foto com alguns fãs e autografar(!) outro. Um anjo, não é mesmo? Infelizmente eu não estava no canto que ela passou, eu estiquei os braços e fiquei 30cm dela - se ela esticasse a gente se tocava, juro, mas não deixaram ela esticar o braço pra galera que estava mais ao fundo. Em todo caso, valeu muito. ♥

Para finalizar, como esperado, Lorde tocou Green Light, e foi uma apresentação muito divertida, com uma chuva de papéis no final. Tudo o que qualquer fã espera: muita alegria, uma artista de verdade, voz boa, simpatia, diversão e a melhor memória de um show que poderia ter.

Ainda espero muito um da Gaga, mas já posso morrer em paz. Conheci minha compositora favorita, mesmo ela não me conhecendo, e sou o fã mais sortudo do mundo por isso.

Você pode conferir toda a Setlist do show clicando aqui.

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