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10 de julho de 2013 78 views

Uma chamada de atenção




Apesar de não ter causado nenhuma crise, a derrota para o Brasil na final da Copa das Confederações da FIFA deixou marcas, até mesmo para uma seleção com a personalidade e o sucesso da Espanha. Vale a pena deixar claro, porém, que as marcas não são feridas nem cicatrizes. Para o grupo comandado por Vicente del Bosque e no qual cada um dos jogadores é importante, essas marcas são lições valiosas tiradas para o próximo desafio: a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014.

Nesse contexto, não surpreendeu a ninguém a afirmação de Del Bosque, que disse que "de vez em quando é importante perder". O treinador não perdia um jogo de competição desde junho de 2010, quando da derrota por 1 a 0 diante da Suíça na estreia da Espanha no Mundial da África do Sul. "Não ficamos felizes com a derrota, é claro, mas o nosso retrospecto nos mantém otimistas, pois temos ótimos jogadores e um estilo de jogo definido, o que não vai mudar com uma derrota que na verdade foi merecida", salientou o técnico, sem rodeios.

"Temos de levar conosco as poucas conclusões positivas e assumir a derrota, porque ela nos faz mais fortes", disse Iker Casillas logo depois do revés espanhol no Maracanã. "Quase todos os rivais jogam de igual para igual conosco. Não é mais como há quatro anos, quando ainda tínhamos o fator surpresa e conseguimos consolidar a nossa hegemonia em nível mundial. Jogos como o contra o Brasil e o contra a Itália devem servir de lição, mostrando que os rivais nos estudam muito e muito bem."

As palavras de Casillas, que após cinco meses fora dos campos recuperou a confiança do técnico com atuações sólidas, são parecidas com a análise que Del Bosque havia feito ao FIFA.com na véspera da final. "Antes, éramos meros aspirantes, agora somos os atuais campeões defendendo o título, e por isso é normal que nos conheçam melhor e que se surpreendam menos. Não é fácil encontrar novas maneiras de surpreender, e então precisamos fazer bem o que sabemos."

Autocrítica e análise
A derrota contra o Brasil foi um exemplo de como nem sempre as coisas dão certo para a Espanha, que levou gols em momentos decisivos, teve um pênalti perdido por Sergio Ramos e ainda sofreu com a expulsão de Gerard Piqué. "Foi um daqueles dias em que nada dá certo desde o início", observou Fernando Torres. "Teremos de aprender a jogar contra equipes fortes e agressivas, a escapar da pressão, e o mesmo vale para aquelas que cortam muito o jogo e quebram o nosso ritmo", disse Piqué em uma autocrítica, trazendo à lembrança o empate em 1 x 1 contra a Finlândia pelas eliminatórias para 2014.

O jogador do Barcelona voltou a formar junto com Ramos uma dupla de zaga que, apesar dos três gols sofridos, parece se consolidar como uma alternativa válida. Ramos também não se esquivou de comentar o assunto. "Hoje não tivemos tempo para pensar", afirmou. "Não soubemos nos adaptar à situação e aceleramos um pouco. Não sabíamos se íamos para cima, para baixo, houve um pouco de confusão."

Torres foi um dos destaques positivos na empreitada espanhola no Brasil: o camisa 9 começou o torneio como reserva e terminou levando para casa a Chuteira de Ouro da adidas. É verdade que grande parte do prêmio se deve aos quatro gols marcados por ele na partida contra o Taiti, em que a Espanha entrou com os reservas. De qualquer forma, o artilheiro demonstrou estar pronto para recuperar o seu posto como centroavante titular da Fúria, posição em aberto desde a África do Sul 2010. "Quando se joga na seleção espanhola, tudo pode mudar, para o bem ou para o mal", exclamou depois de perder a sua segunda final em sete disputadas pela seleção, entre as categorias de base a equipe principal.

Olhando para o futuro
Assim, o futuro ainda parece promissor. "Os números e as conquistas estão do nosso lado", argumentou Ramos com contundência, inflando o peito apesar da derrota. "Queremos voltar aqui para mostrar que podemos jogar melhor e ganhar o Mundial", acrescentou o madridista. Torres escolheu um caminho parecido com o do colega, porém mais introspectivo. "O futebol é bonito porque sempre oferece uma nova oportunidade. Espero que possamos voltar aqui e conseguir a nossa revanche, não contra o Brasil, mas contra nós mesmos."

Ninguém mencionou a palavra "eliminatórias", mas Del Bosque certamente não se esqueceu do próximo dia 6 de setembro, quando a Espanha viajará para enfrentar a Finlândia na única partida como visitante que lhe resta nas eliminatórias europeias, que serão finalizadas em casa com dois jogos contra Bielorrússia e Geórgia. "Esse é o nosso foco agora", destacou o técnico. "Gravamos a data para competir e ganhar o direito de retornar ao Brasil no próximo ano", concluiu.







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