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há 1688 dias | 432 Visualizações

Semana Rubi e A Usurpadora

FOTO:novela Rubi

Rubi- Tão bela como bem-sucedida


Desde o início, Rubi não foi um projeto qualquer. Muita especulação foi feita a respeito de quem encarnaria a protagonista, nomes como Aracely Arámbula, Patrícia Manterola, Vanessa Guzmán, Arleth Terán, entre outras foram cogitadas, até que foi anunciada a chegada a Televisa de uma atriz de fora: Bárbara Mori, uma revelação da TV Azteca.

Tanta especulação, tem uma explicação: Rubi é um clássico da literatura popular, e o papel já foi vivido por atrizes que ficaram consagradas: Fanny Cano na versão para a TV em 1968, e Iran Eory nos cinemas.
Esse remake, porém, foi bastante diferente das versões anteriores, que eram bem curtas e mais simples. Nessa ocasião, foram criados novos personagens e entrechos folhetinescos para alargar uma história de 25 capítulos para 115! Mas uma coisa se repetiu: o êxito.

Rubi foi realmente um acerto, mas não começou arrasando como se esperava. Uma certa lentidão nos primeiros capítulos fez com que a história só deslanchasse após a fuga de Rubi com Heitor (Sebastian Rulli) para Cancun.
Muitos foram os destaques do elenco: Bárbara Mori, com sua extrema beleza e sensualidade, compôs uma Rubi inesquecível, cheia de dualidades e conflitos; Jacqueline Bracamontes, que fez uma Maribel com grande sensibilidade; Sebastian Rulli, que surpreendeu vivendo o neurótico Heitor, sempre explodindo de ciúmes por Rubi; Ana Martin, mais uma vez cativante e comovedora com suas mães abnegadas.

Houveram também atores que estavam sumidos e ressurgiram das cinzas, como Paty Diaz, que deu vida a Cristina e Miguel Pizarro, que após uma depressão, voltou a trabalhar, e esteve simplesmente impagável como Toledo, com direito a todo exagero possível.

O elenco maduro também esteve em alta. Dessa vez, não se limitavam a dar conselhos aos jovens, mas tinham historias próprias. A bigamia de Genaro (José Elias Moreno), os dramas de Elisa (Ana Bertha Espin), o sensível trabalho de Olívia Bucio como a portadora do mal de Alzheimer Carla. Todos os atores maduros tiveram chance de se destacar.

Novos atores se incorporaram ao elenco durante a novela: Sergio Goyri, que como sempre é um destaque, Marlene Favela, que mostrou uma evolução do seu trabalho, Manuel Landeta, que há tempos não tinha um personagem de peso em uma história, e Yadhira Carrillo, que estava linda, mas seu papel, a sofisticada Helena, embora teve importância, não esteve a altura de uma atriz com dois papéis de protagonista no currículo.

Rubi apresentou-se como uma novela diferente. Realmente, é incomum que a vilã da história a protagonize, mas no fundo, era só essa a diferença para outras novelas, os bons clichês estavam todos lá. Nessa versão, pela primeira vez, foi mostrado um envolvimento romântico entre Maribel e Alessandro (Eduardo Santamarina). É bem verdade que Maribel as vezes era um pouco chata em seu excesso de bondade, e no fundo, sempre pareceu que Alessandro não havia esquecido Rubi.

Embora no Brasil muitos já sabiam qual era o final, no México, o destino de Rubi foi um suspense até o último capítulo. E gerou uma série de elogios e críticas. No final, Bárbara Mori surge como Fernanda, sobrinha de Rubi, em uma peruca loira de gosto duvidoso para seduzir o já maduro Alessandro. Esse final aberto deixou margem para uma possível continuação da novela, mas até agora Rubi 2 não se confirma.

Rubi foi a melhor novela de 2004 no México, e esteve em primeiro lugar de audiência, levando inclusive o prêmio TV y Novelas nas categorias novela, diretor (Benjamin Cann), atriz (Bárbara Mori), ator (Eduardo Santamarina), atriz coadjuvante (Ana Martin), novela de mais audiência e produtor (José Alberto Castro).

O êxito não se restringiu ao México. Rubi deu a volta ao mundo, com êxito na maior parte dos países, inclusive no Brasil, chegando a picos de 18 pontos nos últimos capítulos. Foi lançado um DVD no México, contendo o resumo da novela e alguns extras, como o final da primeira versão.

Falando no Brasil e no êxito de Rubi, cabe destacar o lamentável corte que a novela teve. O motivo foi a venda do horário de exibição da novela para o programa Roda a Roda, de Silvio Santos, que obrigou a novela a terminar em determinada data. Apesar disso, na emissora, a novela foi considerada um sucesso.

Divertida, trágica, sensual, romântica, assim foi Rubi, uma novela que muitos não esquecerão.

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