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✦ Brie Larson usará seus poderes para o bem: na vida como vencedora do Oscar e abraçando a interseccionalidade

“Todo mundo diz que pareço a melhor amiga de seu primo”, Brie Larson dá de ombros enquanto senta em uma cadeira na suíte do Beverly Hills Four Seasons. “É o que eu ganho na saída do Trader Joe, tipo: ‘Eu conheço você, você é amiga do meu primo?'”

É uma curiosamente estranho e só mais um fez algo estranho, considerando que no caixa era só olhar para a prateleira para ver o rosto de Larson estampado na capa da revista Vanity Fair deste mês. Mas eu entendo. Apesar de qualquer ornamento da fama – quantos Oscars ganhou a amiga de seu primo? – Larson ainda é acessível de forma desarmadora, saudando-me calorosamente com um sorriso largo e erroneamente pensando que nós já havíamos nos conhecido antes. Ela tem uma seriedade que irradia vindo dela, desde o seu discurso no Academy Award (“Obrigada aos espectadores, obrigada por irem ao cinema.”), até sua presença na mídia social, onde ela recentemente compartilhou uma série de fotos do trabalho como DJ que “flutuou”, enquanto ela estava em audições para papéis de filme.

“Sou grata por estar onde estou agora, mas quero fazer um brinde à vida que vivi antes”, escreveu ela. “A todos os sonhadores com trabalhos diários, eu vejo vocês, não desista, há beleza em sua jornada”.

“Eu apenas fui pelo nome”, Larson me fala de seus dias antigos. “Eu não tinha nenhum nome legal, nunca foi bom, era apenas um dia de trabalho, o que acontecia normalmente à noite, mas era assim que conseguia sobreviver por muito tempo.”

Agora, aos 27 anos, a vida é diferente. Ou não. Apesar de um Oscar e tendo recentemente voltado de uma turnê de coletiva de imprensa sobre o filme Kong: A Ilha da Caveira, Larson tem problemas para explicar como ela está se adaptando a esta nova fase de sua carreira. “Eu não tenho, uma resposta definitiva para isso”, ela admite depois de um suspiro pensativo. “Eu não sinto que processei isso ainda e acho que parte do porque eu não processei é que eu não sinto nada diferente no meu corpo. Eu penso que se eu tivesse algumas experiências surreais e coisas ao meu redor – coisas externas – mudariam, mas a maior parte do meu dia-a-dia é muito normal ainda, meus amigos são os mesmos, eu como os mesmos alimentos e eu ainda me questiono se sou uma boa atriz, sei que eu estou fazendo uma entrevista chique e por isso deveria parecer ser tipo: ‘É incrível! O mundo é tão novo!’ Não é. É exatamente o mesmo.

Com Kong ainda circundando nas bilheteria, Larson está mudando seu foco para uma segunda oferta na no cinema este ano: Free Fire, uma sátira dos anos 70 do diretor Ben Wheatley (High-Rise). O filme, agora, gira em torno de um negócio de armas do mercado negro que acabou mal, com Larson interpretando uma traficante de armas presa em fogo cruzado. “Você fica muito confortável quando está sujo”, diz a atriz sobre as cenas. “Entre Kong e isso, eu fiquei muito confortável com o fato de estar coberta de coisas, mas eu gosto disso, eu não gosto de ser muito sofisticada com cabelos e maquiagem e gastar tempo me preparando. Realmente gosto de filmes onde eu possa parecer tipo totalmente destruída.”

Larson também é a única mulher do elenco, cercada por pessoas como Armie Hammer, Cillian Murphy e Sharlto Copley. “Eu era tipo a irmãzinha de todos”, ela lembra. “Eu me senti protegida, nunca tive irmãos, foi o mais próximo que tive de ter um grupo de irmãos comigo o tempo todo.” Com Free Fire, interpretar uma representante do seu gênero é incorporado ao próprio subtexto do filme, embora isso significasse que a defensora feminista era a única mulher trabalhando em um projeto dominado pelos homens. “Por um lado, é um elogio, certo? Para Ben ser tipo ‘Eu acho que ela pode representar todas as mulheres neste filme.’ e isso é muito legal”, Larson ri com bom humor.

“Quero dizer, se você quiser passar pelo meu IMDb, eu diria que a maioria, se não todos os filmes que eu fiz, foram dirigidos por homens”, ela acrescenta, desculpando-se enquanto ela me alcança para uma caneca de café. “Mas ver as mulheres nos filmes é minha parte favorita e só precisamos de mais representação em todos os sentidos. E a conversa não acaba com as mulheres. A conversa está se ampliando positivamente desta maneira e eu acho onde nós estamos falando de interseccionalidade, de que precisamos apenas de representação em todos os sentidos e, apesar de ser uma mulher, sou uma mulher branca, portanto, estar em mais filmes não responde a essa pergunta, só precisamos de mais oportunidades.”

O que nos traz de volta ao Oscar. Ao discutir como se tornar uma “vencedora do Oscar Brie Larson” mudou sua vida, ela muitas vezes fala sobre o que ela pode fazer por outros. “Criando mais oportunidades para diferentes tipos de pessoas, isso é realmente emocionante para mim e dá sentido à minha vida. Eu tenho mais de uma palavra, não apenas as coisas que eu estou agindo, mas nesses outros projetos que eu quero desenvolver. Estas são as pessoas que eu gostaria de ver na tela. Essas são as oportunidades que eu gostaria de dar aos outros”, diz Larson. “Eu me lembro especificamente de todas as pessoas que se arriscaram por mim e me ajudaram a chegar onde eu estou e que estou super animada para poder fazer isso por outras pessoas”.

Para si mesma, embora uma vitória no Oscar lhe ofereça maiores oportunidades de “explorar a si mesma”, como ela diz, Larson continuará saltando entre as fronteiras do indie e tenda de estúdio. Em seguida, irá estrelar na adaptação do livro de memórias de Jeannette Walls, O Castelo de Vidro, antes do primeiro filme de super-herói feminino da Marvel, a Capitã Marvel. Do último, ela não está disposta a dizer muito, embora eu tente. (“Oh, meu Deus, essas são perguntas muito boas, mas você não vai conseguir nada de mim, mas eu sei que você tinha que tentar. E foi uma tentativa muito boa.”)

“Enquanto eu continuar ficando meio desconfortável e insegura, e enquanto eu estiver no set, há uma parte de mim que diz ‘Eu não acho que eu posso fazer isso!'” Larson, que vai também fará sua estréia como diretora de cinema na comédia Unicorn Store, explica. “Normalmente é quando estou no lugar certo.”

Por enquanto esse instinto é tudo o que Larson tem que seguir. “Eu não tenho, algo tipo, um plano mestre”, diz ela, igualmente inflexível que ganhar um Oscar não resolveu nenhum dos problemas da vida para ela. Ela continuará sendo confundida com a amiga de seu primo. Ela vai continuar questionando se ela é mesmo boa nisso. “Eu não, sabe, sento em uma rede no meu quintal e ‘Deus, eu sou tão incrível.’ E eu não vou me tornar essa pessoa, eu não acho que vou. E se eu fizer isso, então eu provavelmente deveria fazer uma pausa muito longa e ir, sei lá, cavar um poço ou ir trabalhar duro em algum lugar”, ela brinca antes acrescentando com seriedade: “Meu trabalho é contar histórias, quero estar conectada a ser humana”.

Fonte: ETOnline
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