- "Alguns barcos abandonados no cais do porto, marcas do estampadas nas velhas embarcações, lembraças de tempos passados no silêncio morto, o vento sibilante corta o vazio como uma canção.
Expostos aos ventos do sul e ao calor do norte, as tempestades de verão e até a morte. Recordações de viagens maravilhosas, noites de angustia em tempestades tenebrosas.
Hoje procuro teus comandantes e capitães! onde estão os marinheiros do teu convés? perderam se nas neblinas das manhãs, ou fugiram com hienas infiéis, perderam-se nos caminhos e nas miragens, ou descançam humilde debaixo dos nossos pés?
O homem tem a mesma trajetória das velhas embarcações, escreve o presente na história e é abandonado pelo tempo." (Paulo Roberto Avelino de Oliveira)
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