Bullying.
Bullying.
7/05/11
Eu sofro por ser diferente , mas apenas uma dica pros bastardos que praticam. É CRIME _|_
A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO DECRETA:
Artigo 1° - Fica o Poder Executivo autorizado a instituir o Programa de Combate
ao Bullying, de ação interdisciplinar e de participação comunitária, nas escolas
públicas e privadas, no Estado de São Paulo.
Parágrafo único - Entende-se por bullying atitudes de violência física ou
psicológica, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente,
praticadas por um indivíduo (bully) ou grupos de indivíduos, contra uma ou mais
pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à
vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.
Artigo 2º - A violência física ou psicológica pode ser evidenciada em atos de
intimidação, humilhação e discriminação, entre os quais:
I) Insultos pessoais;
II) Comentários pejorativos;
III) Ataques físicos;
IV) Grafitagens depreciativas;
V) Expressões ameaçadoras e preconceituosas;
VI) Isolamento social;
VII) Ameaças;
VIII) Pilhérias.
Artigo 3º - O bullying pode ser classificado em três tipos, conforme as ações
praticadas:
I) Sexual: assediar, induzir e/ou abusar;
II) Exclusão social: ignorar, isolar e excluir;
III) Psicológica: perseguir, amedrontar, aterrorizar, intimidar, dominar, infernizar,
tiranizar, chantagear e manipular.
Artigo 4º - Para a implementação deste programa, a unidade escolar criará uma
equipe multidisciplinar, com a participação de docentes, alunos, pais e voluntários,
para a promoção de atividades didáticas, informativas, de orientação e prevenção.
Artigo 5º - São objetivos do programa:
I- Prevenir e combater a prática de bullying nas escolas;
II- Capacitar docentes e equipe pedagógica para a implementação das ações de
discussão, prevenção, orientação e solução do problema;
III - Incluir, no Regimento Escolar, após ampla discussão no Conselho de Escola,
regras normativas contra o bullying;
IV- Esclarecer sobre os aspectos éticos e legais que envolvem o bullying;
V- Observar, analisar e identificar eventuais praticantes e vítimas de bullying nas
escolas;
VI- Discernir, de forma clara e objetiva, o que é brincadeira e o que é bullying;
VII- Desenvolver campanhas educativas, informativas e de conscientização com a
utilização de cartazes e de recursos de áudio e áudio-visual;
VIII- Valorizar as individualidades, canalizando as diferenças para a melhoria da
auto-estima dos estudantes;
IX- Integrar a comunidade, as organizações da sociedade e os meios de
comunicação nas ações multidisciplinares de combate ao bullying;
X- Coibir atos de agressão, discriminação, humilhação e qualquer outro
comportamento de intimidação, constrangimento ou violência;
XI- Realizar debates e reflexões a respeito do assunto,
com ensinamentos que visem a convivência harmônica na escola;
XII- Promover um ambiente escolar seguro e sadio, incentivando a tolerância e o
respeito mútuo;
XIII- Propor dinâmicas de integração entre alunos e professores;
XIV- Estimular a amizade, a solidariedade, a cooperação e o companheirismo no
ambiente escolar;
XV- Orientar pais e familiares sobre como proceder diante da prática de bullying;
O bullying, palavra de origem inglesa, significa tiranizar, ameaçar, oprimir,
amedrontar e intimidar. A prática já se tornou comum entre os adolescentes. Um
problema que começa a ser discutido com mais intensidade diante do aumento da
violência escolar.
A preocupação com o bullying é um fenômeno mundial. Pesquisa feita em
Portugal, com 7 mil alunos, constatou que 1 em cada 5 alunos já foi vítima desse
tipo de agressão. O estudo mostrou que os locais mais comuns de violência são
os pátios de recreio, em 78% dos casos, seguidos dos corredores (31,5%).
Na Espanha, o nível de incidência de bullying já chega a 20% entre os alunos. O
percentual assusta as autoridades espanholas, que já desenvolvem ações para
coibir a prática.
A Grã Bretanha também está apreensiva com a maior incidência de ocorrências.
Foi apurado, em pesquisa, que 37% dos alunos do primeiro grau das escolas
britânicas admitiram que sofrem bullying pelo menos uma vez por semana.
O tema desperta o interesse de pesquisadores dos Estados Unidos, onde o
fenômeno de violência foge do controle.
Estima-se que até 35% das crianças em idade escolar estão envolvidas em
alguma forma de agressão e de violência na escola.
Em Colorado (EUA), dois adolescentes do ensino médio mataram 13 pessoas e
deixaram dezenas de feridos, em um repentino ataque com arma de fogo. Após o
ato, cometeram suicídio. Os agressores sofriam constantes humilhações dos
colegas de escola.
No Brasil, não há pesquisas recentes sobre o bullying, muito embora seja evidente
o aumento do número de agressões e atos de discriminação e humilhação em
ambiente escolar.