[...]Não sei qual divergência existe entre ser e mostrar. Não sei quais diferenças escondem as imagens-sentimento, da figura real ao vivo. Não sei realmente quais ‘disaparicencias’ existem. E quem disse que gostaria de saber?
Acho que tudo deve ser vivido, sentido. Por mais que eu não faça sentido para muitos que me leem, me veem.. eu faço sentido para mim. Por mais que não entendam meus devaneios escritos comparando-os com os falados em conversas pessoais, eu sou este que vos fala. É primeira pessoa.. ainda que soe terceira, quarta.. quinta.
Acho que ficar buscando um elo de junção é tão vão. Sabes que sou eu, este e aquele que imaginam ser um terceiro. Quem disse que eu me mostro diferente? Será que os olhos e ouvidos não me veem deturpadamente? As vezes parece coisa de ator, que encena sua própria vida. Não é. Não é um monologo apenas. Nem chega a ser uma peça, conto, encanto.
Só uma vida. Não sei porque confundem tanto as coisas. Os outros né? Eu continuo com a certeza do que sou e como sou. Acho importante levá-los a este caminho de leitura. Talvez alguns nem me vejam em dois. Alguns me veem um, ou talvez outros dois.. sou um.
Acho que posso mostrar a todos o meu ser sem esconder nada (ou quase nada) existem aquelas partículas pessoais que só nós sabemos.. é como aquele objeto pessoal que só nós sabemos o jeito que funciona melhor, só nós reconhecemos os defeitos.. é assim. Só nós nos conhecemos por inteiro, e muitos nem isso conseguem fazer.
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