[...]É. Acho que andei sumido, meio que perdido. Acho que viajei dentro de mim, pensei muitas coisas, sabe medo? É, pois. Essa coisa que apreende a gente.. que por mais que tenhamos vontade de sair, não dá.
Conversando com amigos descobri muitos já tiveram o sonho onde corre-se, corre-se, e não sai do lugar. A vida é meio assim, sabe? Tem coisas que por mais que lutemos não dependem de nós, ou só de nós. Tem vezes que precisamos deixar a vida agir um pouquinho, né?
Alguns tapas na cara doem. Não os físicos, não os reais, mais os de fatos, os de ações, que de nada tem de força dos músculos que não sejam os da língua. Palavras são as pernas tiradas da cobra. Sabe aquela história que nos primórdios do mundo as cobras tinham pernas? (patas, qualquer sinônimo), pois imagine um ser violento, venenoso com pernas que lhe propiciem locomover-se mais rapidamente? Com certeza as pernas das cobras se converteram em palavras dos homens. Ô coisinhas para doerem e fazerem felizes!
Acho que tudo isso me fez descobrir valores dentro de mim, (mais alguns) e também me fez perder muitos. Me fez ver do que realmente preciso. Me fez ter calma. Me deu mais fé.
Deus é perfeito até quando não entendemos, (nunca realmente entendemos) mas do que adianta entender tudo? A vida só é bela porque não faz sentido. O amor só é amor quando é confuso. Ninguém tem certeza do que sente, não o tempo todo.
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