desesperaAconteceu assim, de súbito eu novamente caduquei. Só que a velhice que me alcançou era pior que todas as outras. Era a velhice do pó nos pulmões, da desespera e do desespero... E do desgaste de mim veio o desgaste de tudo o mais. E veio então o primeiro ato do teatro dos erros: A solidão sociável; o silêncio estridente ensurdecendo tudo de dentro; a cabeça pesada de tão vazia; as pequenas gotas de água-d'alma que saem olho quando este vê o invisível e indizível... E veio antítese interna. A negação de tudo e tentativa de voltar a sentir sede de vida. E veio o segundo ato do teatro dos erros: a leviandade consigo e com os outros; os desencontros e mal encontros; as confusões e contusões afetivas; a proferição de eloquentes palavras mal( )ditas... A dialética do coração é apavorante. E estamos no terceiro ato do teatro dos erros que deve ser o finalzinho... amém. |